Dor
Amor
Ilusão
Doçura
Saudade
Paciencia
Pés no chão
Nuvens no céu
Gavetas abertas
Vento nos cabelos
Coração mais-ou-menos
Pela estrada se perdeu
A cidade vê a menina passar
O relógio nunca pára de bater

O QUE?



Os desabafos, confissões e bobagens de uma alma que ama, chora, dança, canta, ri e vive.. como todo ser em que pulse um coração com vontade.




EU

Quem: Menina Flor
Há quanto tempo: 20 primaveras
Onde: na cidade cinza
Porque: ah, vai saber...
Um Filme: A luta pela esperança
Coração: carente
Um lugar: bem aqui, dentro de mim
Querendo: alguém que me faça companhia nesses dias cinzas
Pensando: no porque de escrever um blog...
Sonhando: com o dia de voltar pra casa
Lutando: contra a preguiça

GOSTO
• de CONCAFRAS
• de Coca-cola gelada
• de Domingo sem chuva
• de Sarar de resfriado
• de Dormir, dançar e rir
• de Chuva, poesias, flores
• da Noite mais do que do dia
• de Música brasileira e Cinema
• de Ter uma surpresa agradável
• de Matar saudades, receber carta, ler
• e
• de Carinho

NÃO GOSTO
• Brigas
• Solidão
• Traição
• Verduras
• Azeitona
• Indiferença
• Ficar esperando
• Morder a lingua
• Bater o dedinho do pé
• Me decepcionar com as pessoas

PARA LER
Munny
Sardas
Enlou-cresça
Solta no Mundo
Um quê de amor
Coisas da Gaveta
Devaneios da Dada
Borboletas na Barriga
Devaneios Desbotados
Andando ao Deus Dará
Verso Reverso Converso
Divagações de uma vida monótona

CONTATO


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CLARICE LISPECTOR


... o que eu queria ter dito ...



"Escrever é uma maldição."

"Não pense que eu escrevo aqui o meu mais intimo segredo, pois há segredos que eu não conto nem a mim mesma."


"Escrevo como que para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha."


"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas."


"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato.
Ou toca, ou não toca".




PASSADO

::Arquivo::







em casa

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Sábado, Março 31

As palavras me parecem sempre poucas. E ainda assim preciso delas. Mesmo que só eu saiba as pausas certas. Mesmo que somente eu e você, você e eu compreendamos o sentido.








A menina olha o relógio. Seus ponteiros nunca pareceram andar tão devagar.
E cada movimentar nunca lhe pareceu tão macio.
É o tempo que passa.
E faz ficar mais perto dela o dia.
O dia de desmaiar. De fechar os olhos e perceber que a espera findou-se.
E que enfim, o menino não existirá mais somente dentro dela.
Mas estará ao seu lado...
Sem meias palavras. Nem saudade. Nem distância. Nem nada.
Só o sentimento.
E o menino a beijar uma flor.



Publicado por: Menina Flor , em 10:53 PM
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Terça-feira, Março 20



Fecha teus olhos, me dê a mão. Faz de conta que não existe distância. Só pro meu tolo coração acreditar. E pedir à nostalgia que pare de formular regras. Que feche os olhos e sinta. Somente. Cada palavra sua pulsar em minha alma. A dor da saudade me acalma, porque ainda que seja dor, é melhor que a da solidão. Todo medo foi embora, e eu posso respirar enfim.

Por favor, fecha teus olhos, me dê a mão. Faz de conta comigo. Deixa eu sentir tua respiração, teu riso, tua voz. A ausência da ausência. Canta baixinho nossa música enquanto caminha. Faça dessas palavras a minha presença. E espera...


... a menina também...




Publicado por: Menina Flor , em 12:56 AM
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Quinta-feira, Março 15



As palavras são poucas, desbotam com o tempo. Não conseguem dizer do sentimento que meu coração teima em acreditar. Só porque você chegou, e eu juntei os pedaços que eu perdi um dia pelo caminho. E rezei baixinho, tantas vezes, por você sem eu saber sequer. Na certeza de que nossos caminhos nos trariam até aqui. E hoje as tuas linhas me fazem esquecer da cidade cinza, da distância, da desesperança. Dos sonhos que haviam se perdido, e que voltam agora timidamente.
As palavras me parecem desnecessárias. Porque ainda que eu escreva e reescreva, são só palavras. E eu preciso que o sentimento faça sentido. Ver deitar o sol sob os teus braços, castos. Na esperança de que um certo pressentimento não se cumpra. Eu não tenho pressa.
Eu estou a te esperar...









Publicado por: Menina Flor , em 11:26 PM
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Terça-feira, Março 6




As palavras são concretas demais. Elas permanecem aqui, ainda que os sentimentos passem. Ainda que eles pereçam. Ainda que não façam mais sentido.
No exato momento em que as coloco aqui, elas tomam o mundo. Me definem. Me torturam. Me salvam. Me aliviam. Travam uma batalha constante com meus sentimentos que teimam em correr de lá pra cá, como criança traquina.
As palavras ficam. Contra a minha própria vontade.
Na esperança, de que um dia, quem sabe, voltem a fazer sentido.







"Escrevo como que para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha."
Clarice Lispector.






Publicado por: Menina Flor , em 11:14 AM
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Sábado, Março 3




Ah, se eu pudesse por um instante, compreender meus próprios sentimentos. Talvez eu achasse as respostas certas. Ou talvez ficasse louca. Não sei.
Dos meus sentimentos eu não presto conta. Não dou recibo. Nem nota fiscal. Nem comprovante. Nem garantia.
Pois eles mudam com tanta frequência, que me dão nausea.
E essa inconstância me tortura.





Publicado por: Menina Flor , em 11:04 PM
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